Moda Brasileira .



Essa postagem fala sobre a moda brasileira. Fiz uma pesquisa sobre a Rodhia, indústria francesa que se instalou no Brasil, no início dos anos 20… A história da Rhodia no Brasil começa em dezembro de 1919, quando a Societé Chimique des Usines du Rhône formalizou, na sede do consulado brasileiro em Paris, na França, a […]


Essa postagem fala sobre a moda brasileira. Fiz uma pesquisa sobre a Rodhia, indústria francesa que se instalou no Brasil, no início dos anos 20…
A história da Rhodia no Brasil começa em dezembro de 1919, quando a Societé Chimique des Usines du Rhône formalizou, na sede do consulado brasileiro em Paris, na França, a constituição da Companhia Chimica Rhodia Brasileira. O objetivo era construir uma fábrica para produzir no Brasil o lança-perfume. Lançado no final do século XIX, ele chegava aqui por intermédio de importadores e fazia enorme sucesso nos carnavais brasileiros desde 1907. Em 1909, a importação já atingia 630 mil unidades.
Nos anos 60 a indústria Rhodia :
No começo da década, a empresa lançou-se num projeto ousado: criar uma moda brasileira. Batizado de Seleção Rhodia Moda, o projeto somou produtos e tecnologias, arte, criatividade e um estilo todo brasileiro de ser, levando as coleções aqui produzidas para passarelas internacionais. França, Itália, Portugal, Espanha, Estados Unidos e vários outros países entraram no circuito da Seleção Rhodia Moda, despertando entusiasmo e admiração nas platéias estrangeiras.
Esse foi o início de um conjunto de ações pioneiras que se estenderiam ao longo dos anos. A Rhodia investiu na formação da carreira de manequim, que não existia até então, na consolidação das revistas especializadas em moda e em produções memoráveis, como os inesquecíveis desfiles-show na Feira Nacional da Indústria Têxtil (Fenit). A íntima relação da Rhodia com a moda brasileira se mantém até hoje, por meio da constante inovação em seus produtos e das parcerias com estilistas e tecelagens.
Enquanto a Europa borbulhava nos anos 60 com a invenção da minissaia e o futurismo de Pierre Cardin, Paco Rabanne e André Courrèges, a moda brasileira começava a ganhar uma cara só sua. Dener Pamplona de Abreu se firmava como um dos estilistas mais festejados da década. Clodovil Hernandes e Guilherme Guimarães também davam o que falar. Mas a cereja do bolo eram os desfiles da Rhodia na Fenit (Feira Nacional da Indústria Têxtil), em São Paulo. Pelas mãos do publicitário italiano Livio Rangan, a companhia de origem francesa fez história, incentivando a indústria nacional com seus shows megalomaníacos, com forte influência de nossa cultura.

Em 1972 a Rhodia promoveu o “Brasilian Nature”, onde os mais famosos pintores do país estamparam tecidos para serem figurinizados por costureiros igualmente conhecidos.

Dener, Alceu Pena, Guilherme Guimarães, eram os estilistas da Rhodia, nos anos 60/70.

Indicado por Dener, o gaúcho Guilherme Guimarães, que fez fama no Rio, diz que tinha total liberdade. Ele podia fazer o que quisesse, desde que usasse as fibras sintéticas da empresa.

— Os sintéticos foram vistos com maus olhos. Nossas clientes de alta-costura só faziam vestidos com seda puríssima, que amarrotava na mala de viagem. A vantagem do sintético era justamente não amassar — comenta Guilherme, deixando claro que Clodovil não criava para a Rhodia. — Dener não deixava — diverte-se. — Dener era o meu melhor amigo, um encanto. Ele, inclusive, ameaçou não participar de um dos desfiles da companhia caso o Livio Rangan não me colocasse no time de costureiros. Rangan tinha uma visão incrível e um extremo bom gosto.

Natural de Trieste, Rangan, morto em 1984, foi uma peça importantíssima na engrenagem fashion nacional. Com as publicidades e os espetáculos na Fenit, ele ajudou a criar uma identidade para a moda brasileira, ao mesmo tempo que difundia os fios da multinacional.

 

Nos shows da Rhodia, tal como em qualquer outro desfile-espetáculo, as modelos tinham lugar de destaque. Exclusivas da companhia, elas viajavam, fotografavam intensamente e faziam as comentadas apresentações na Fenit.

As roupas desfiladas na Fenit e fotografadas nos ensaios eram confortáveis e desejáveis. E poderiam ser usadas agora, de tão modernas que eram.

— Mas a empresa vendia os fios, não a moda — esclarece Maria Claudia Bonadio.

Livio Rangan deixou a Rhodia em 1970, no mesmo ano em que a companhia fez seu último desfile-show na feira.

— Foi um período impactante para a moda. A Rhodia vendia o Brasil — resume o consultor de moda Lula Rodrigues.

Fontes : Faschion Bublles,

oglobo.globo.com

POR GILBERTO JÚNIOR

 


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